O ambiente laboral representa diversos riscos à integridade física e à saúde dos trabalhadores quando não bem fiscalizado pelas suas lideranças. Por isso, o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é essencial para prevenir acidentes e doenças ocupacionais, promovendo um local de trabalho que seus funcionários possam exercer a função solicitada sem dores de cabeça.
Vale destacar que além de proteger sua equipe, estar em conformidade com os materiais de segurança também ajudam as empresas a estarem conforme a legislação vigente, popularmente conhecidas como NRs, garantindo a produtividade e evitando passivos legais.
Dessa forma, acompanhe a leitura do artigo e explore a importância dos EPIs, seus impactos no dia a dia de trabalho para os funcionários e boas práticas para a gestão para não ter problemas com os itens de segurança.
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ToggleO que são os EPIs?
Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são dispositivos ou produtos utilizados pelos trabalhadores para reduzir os riscos à sua segurança e saúde no ambiente de trabalho.
De acordo com a Norma Regulamentadora 6 (NR-6), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), esses equipamentos são indispensáveis quando não é possível eliminar os perigos por meio de outras medidas de controle. Em ambientes de construção civil, ou com a condução de produtos perigosos, é essencial ter uma fiscalização mais rígida nesses itens.
Fora isso, conforme a Organização Internacional do Trabalho (OIT), cerca de 2,3 milhões de pessoas morrem anualmente devido a acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho. Esse dado ressalta a urgência de investir em prevenção, com a capacitação dos funcionários e investimento em equipamentos de segurança.
Alguns exemplos comuns de EPIs incluem:
- Capacetes: protegem contra impactos na cabeça;
- Luvas: previnem queimaduras, cortes ou contato com substâncias químicas;
- Protetores auriculares: reduzem a exposição a ruídos excessivos;
- Óculos de segurança: protegem os olhos contra partículas ou substâncias perigosas;
- Calçados de segurança: evitam perfurações e lesões nos pés.
Vale destacar que cada material deve ser adequado aos riscos presentes na atividade desempenhada, garantindo conforto e eficiência para o trabalhador. Portanto, sempre converse com os próprios funcionários a respeito do tema para melhor aprofundamento do que é necessário para dar o bem-estar necessário.
A importância de estar em conformidade com as normas regulamentadoras (NRs)
O Brasil possui uma legislação robusta em relação à segurança do trabalho. As Normas Regulamentadoras (NRs) definem diretrizes para garantir condições seguras no ambiente ocupacional. Como dito acima, a NR-6 é a de maior destaque para esses itens em si, já que elas que regulamentam o seu uso, fornecimento e manutenção contínua.
De acordo com ela, é obrigatório que as empresas:
- Forneça gratuitamente os itens adequados aos riscos identificados por um órgão terceirizado ou próprios agentes públicos.
- Garanta que os equipamentos possuam Certificado de Aprovação (CA) do MTE.
- Capacite os colaboradores sobre o uso correto e manutenção dos EPIs.
- Fiscalize e exija o uso adequado dos equipamentos.
Estar consoante, não somente as NR-6, mas para todas as normas vigentes, é essencial não apenas para evitar multas e processos, mas também para preservar a vida e a saúde da sua equipe.
Para melhor noção, as empresas que ignoram essas obrigações podem enfrentar sérias consequências legais e danos à sua reputação que nem com um bom preparo de gestão de crises é reversível.
Impactos da falta de EPIs
Como dito brevemente acima, a ausência ou o uso inadequado de EPIs pode trazer consequências graves. O importante é entender que os gargalos afetam tanto para os trabalhadores quanto para as organizações.
Para sua equipe, por exemplo, quedas, cortes, queimaduras e fraturas são exemplos comuns de lesões que poderiam ser evitadas com o uso correto de EPIs. Além disso, a exposição prolongada a agentes químicos, ruídos ou radiações causam doenças ocupacionais, como surdez ocupacional, dermatites ou problemas respiratórios.
Já para empresas, indenizações, multas podem impactar o orçamento final dos projetos construídos. Fora isso, vale salientar que afastamentos de trabalhadores e interrupção de atividades comprometem o desempenho da equipe, causando problemas de produtividades e em atrasos do calendário. Por último, os danos à reputação também devem ser considerados e avaliados.
Boas práticas na gestão dos equipamentos de segurança
A gestão eficaz dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é um dos pilares que qualquer gestor deve estar atento para garantir a segurança dos colaboradores, independente do espaço laboral no qual sua equipe atue. Ainda assim, é válido destacar que setores que apresentam riscos elevados, como a construção civil, indústrias químicas e atividades de manutenção, o monitoramento é com um cuidado ainda maior.
Sendo assim, ao adotar boas práticas na gestão desses equipamentos não só aumenta a proteção dos trabalhadores, mas também contribui para a redução de acidentes, cumprimento das normas regulatórias e melhoria da produtividade. Veja abaixo alguns dos principais pontos que você deve estar de olho para otimização do processo.
Análise de riscos
Antes de adquirir qualquer EPI, é indispensável realizar uma análise detalhada dos riscos específicos do ambiente de trabalho. Um estudo realizado pela Associação Brasileira de Higiene Ocupacional (ABHO) aponta que a correta identificação de riscos pode reduzir em até 30% a incidência de acidentes de trabalho. Para analisar corretamente, leve em consideração fatores como exposição a agentes químicos, físicos, biológicos, ergonômicos e mecânicos.
Além disso, contar com uma consultoria especializada pode ser um diferencial para obter uma visão imparcial e técnica sobre os riscos presentes no local. Dessa forma, considere investir uma avaliação externa complementa o levantamento interno organizacional garantindo que nenhum risco seja negligenciado.
Manutenção e substituição
Outro aspecto da gestão dos EPIs é o controle sobre sua distribuição e uso. Um sistema de registro eficiente, seja manual ou informatizado, permite acompanhar quais equipamentos foram entregues a cada membro da equipe, a data de distribuição, o estado dos objetos e a previsão de substituição. Isso não apenas garante que todos os funcionários estejam adequadamente equipados, mas também contribui para o controle de custos e evita desperdícios.
Empresas que utilizam softwares de gestão de EPIs, por exemplo, conseguem reduzir o consumo desnecessário de equipamentos em até 20%, além de garantir maior eficiência no monitoramento do ciclo de vida de cada item.
Registro e controle de uso
A gestão adequada dos EPIs vai muito além da simples aquisição e entrega dos equipamentos aos colaboradores. Envolve um processo contínuo de análise de riscos, treinamentos, manutenção e controle rigoroso do uso. Com essas boas práticas, as empresas podem garantir a segurança dos trabalhadores, reduzir acidentes e cumprir rigorosamente as exigências das Normas Regulamentadoras (NRs), especialmente a NR-6.
Conheça a Premier Ocupacional
O uso de EPIs é um pilar essencial na promoção da saúde e segurança no trabalho. Além de proteger a integridade física dos trabalhadores, eles são instrumentos indispensáveis para o cumprimento das normas regulamentadoras e a prevenção de passivos legais.
Entendeu mais sobre a importância do uso desses equipamentos? Caso tenha dúvidas ou precise de ajuda no quesito, lembre-se que a PREMIER é uma empresa especializada em saúde ocupacional, com mais de 24 anos de experiência.
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